
Na linha de laminação, as camadas intermediárias EVA e SGP precisam receber calor com precisão. Se for muito lento, a produção para. Se for muito irregular, surgem bolhas, problemas ópticos e retrabalho caro. Fornos por convecção não conseguem acompanhar o ritmo das linhas modernas de vidro automotivo e arquitetônico. Por isso desenvolvemos um módulo de secagem por infravermelho que atinge o perfil térmico — consistentemente, ciclo após ciclo.
O que importa tecnicamente
Utilizamos emissores de infravermelho de onda curta (NIR) com alta densidade de potência radiante, aplicando até 60 kW/m² diretamente na superfície do vidro para transferência rápida de energia. O aquecimento é rápido — temperatura operacional completa em menos de 90 segundos — evitando ociosidade na linha durante troca de produto. Em uma zona de irradiação de 2,5 m × 3 m, a uniformidade de temperatura se mantém dentro de ±2,5%, o que ajuda a controlar tensões térmicas e problemas nas bordas. O controle em malha fechada mantém a temperatura de superfície alvo dentro de ±3°C, e é possível ajustar a densidade de potência de 20% a 100% para se adequar a vidros de 3 a 12 mm e diferentes configurações de camadas intermediárias.
Eis por que funciona na prática.
Na laminação EVA/SGP, a camada intermediária precisa atingir a viscosidade correta de forma rápida e homogênea, para eliminar o ar preso antes da aplicação de pressão. O infravermelho penetra na camada e aquece internamente, reduzindo o tempo do ciclo em 25–40% em comparação com convecção. O resultado é menos vazios, clareza óptica consistente e aderência confiável.
Para plantas de vidro automotivo e de segurança de alto volume, isso significa maior rendimento, menos sucata e menor consumo energético por peça. O módulo se integra diretamente em prensas e autoclaves existentes, permitindo modernização sem desmontar a linha.
Alguns pontos a considerar.
A secagem por infravermelho é por linha de visão, portanto a geometria do vidro deve ser compatível com o padrão de irradiação. Normalmente combinamos a unidade com esteira sincronizada e regulagem de altura dos emissores para cobrir peças planas e curvas suaves. É necessária uma fonte de energia limpa e seca, além de circuito de resfriamento dedicado para emissores e óptica.
A configuração começa com a medição da emissividade para vidros com revestimento ou low-e, permitindo ajustar a curva de potência e evitar pontos quentes. Com isso calibrado, o processo opera com deriva mínima.